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terça-feira, 1 de maio de 2012

Série - Crônicas Relevantes - A esperança é Última que morre


A esperança é a Última que Morre (Crônica Relevante)

Lembro bem dos meus tempos de adolescente, quando acreditava que tudo era possível. Embalada por Legião Urbana, acreditava que podia mudar o mundo com minhas ideias revolucionárias. E ai de quem se metesse no meu caminho, guerreava com palavras, ideia e atitudes, desde o fato de não jogar o papel sujo de salgado no pátio da escola, até o respeito para com o diferente. Claro! Que nesse caso era eu.                                                             Apaixonado por música, teatro e poesia, escrevia contos desde os nove anos, onde pude até semanas atrás, saborear a escrita de uma criança sonhadora, apaixonada pelos animais e pelas pessoas. Histórias que poucas pessoas conheceram, Que Sá minha professora de português da quarta série.  Até porquê aquela sala, aquele colégio, não me pertencia. Me sentia uma estranha no meio dos iguais, andava com adolescentes mais velhos e quase todo dia, íamos cantar junto aos rapazes que tocavam violão no pátio da escola. Ali sim, junto à juventude revolucionária que também acreditava que podia mudar o mundo, era o momento mais especial da manhã. Pois é, mas o tempo passa, e o tempo passou, meus amigos mais velhos se formaram e eu voltei a minha busca por um lugar ao sol. Não! Não foi naquele colégio que eu encontrei. Anos depois também me formei. De lá pra cá, entre Tsunamis, mensalãos, Lula, Bush e crise Europeia.  Me pergunto o que mudou.                                              Bom, o Brasil continua sendo Penta, Nossa prefeita continua esquentando a cadeira da prefeitura de São Gonçalo, Mas os Estados Unidos, já não é mais a maior potência e esse país de maior preconceitos de raças elegeram um presidente negro, entretanto ainda não fazem parte do protocolo de Quioto. A robótica vem evoluindo a cada dia, até internet móvel é possível. Mas os políticos insistem em continuar furtando o dinheiro do lanche nas escolas e a educação continua sem o investimento necessário. O trânsito continua caótico e a ponto Presidente Costa e Silva Vulgo Ponte Rio Niterói e a BR 101 já não nos pertencem mais, foram vendidos para grupos estrangeiros                                                       Mas o tempo passa e a gente observa, reencontra aqueles que te excluíram e percebe que hoje é a sociedade que os excluiu, mas eles nem perceberam ainda. O tempo passa e fazemos novos amigos, conquistamos novos amores e não os trocamos por nada. O tempo passa e os nossos interesses ora mudam, ora se multiplicam. Hoje eu sei que não posso mudar o mundo, mas posso contribuir para essa mudança, ainda não desisti de fazer a minha parte, dentro de uma pequena sociedade chamada São Gonçalo, e também descobri que para novas ideais e novos líderes nascerem, os antigos e as antigas devem partir, para que possamos  deixar o melhor de nós para as próximas gerações. E você, qual é o seu melhor? E o que seu, você deixaria para as próximas gerações?


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